A verdadeira história dos Contos de Fadas

A verdadeira história dos Contos de Fadas

http://www.g7noticias.com/2010/04/verdadeira-historia-dos-contos-de-fadas.html

     A edição de Abril desse ano da revita Mundo Estranho, da editora Abril, trás na capa a Chapeuzinho Vermelho comendo algo sangrento e bem estranho, e o tema principal da revista é “A história sangrenta dos Contos de Fadas”. Fiquei curiosa e decidi ler a revista. Quando terminei de ler, tive a ideia de postar algo sobre o assunto e eis aqui a postagem!

      Na revista pode ser lido o tema principal de cada conto, não todos claro, mas alguns deles que são: Alice no País das Maravilhas, Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida, Cinderela, Branca de Neve, Os Três Porquinhos, João e Maria, A Pequena Sereia, e outros mais, incluindo o folclore brasileiro.

      Aqui, vou falar apenas de alguns, pois os contos originais são vários.

A Bela Adormecida

 

      O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francês Charles Perrault em 1697 e depois ganhou uma versão dos alemães Irmãos Grimm (com o nome Little Brier-Rose). Mas antes disso, em 1634, o italiano Giambattista Basile havia publicado um conto muito semelhante chamado Sol, Lua e Tália (Sun, Moon, and Talia) que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos.

     “Uma farpa de linho entra sob a unha da princesa Tália e ela imediatamente cai morta. O rei coloca sua filha em uma cadeira de veludo do palácio, tranca e parte para sempre, pra apagar a lembrança de sua dor.

     Algum tempo depois, outro rei estava por ali caçando e encontra Tália. Ele apaixona-se por sua beleza mas como não consegue acordá-la, a estupra e vai embora. Nove meses depois Tália dá a luz a gêmeos, Sol e Lua, mas continua adormecida. Um dia um dos bebês não encontra seu seio para mamar e coloca a boca no dedo da mãe e suga. Suga com tanta força, que extrai a farpa e faz despertar.

    Um dia o rei lembra de “sua aventura” com Tália e resolve ir visitá-la. A esposa do rei descobre o caso e manda cozinhar as duas crianças e serví-las para o rei. Mas o cozinheiro prepara cabritos no lugar. Depois a rainha manda buscar Tália para lançá-la ao fogo, mas o rei chega e lança a própria esposa no lugar de Tália. Ele casa-se com Tália e vive com ela e seus filhos.”

     No conto original ela chamava Tália, na versão de Perrault o nome da princesa era omitido e em 1888, quando Tchaikovsky compôs o balé de A Bela Adormecida, ele nomeou a princesa como Aurora, inspirado pelo nome de sua mãe.

     O filme da Disney foi lançado em 1959 e é baseado na versão de Perrault. A maior parte da trilha sonora do filme são adaptações das canções do balé de Tchaikovsky.

Branca de Neve e os Sete Anões

Walter Crane (1845–1915) was an English artist and book illustrator.

     O conto da Branca de Neve ficou popular através da versão dos Irmãos Grimm (com o nome Little Snow-White), que haviam ouvido a história de duas irmãs chamadas Jeannette e Amalie Hassenpflug.

     “Branca de Neve tinha 7 anos quando provocou a ira da rainha-madrasta por causa de sua beleza. Então a rainha convoca um caçador e pede que leve Branca de Neve para a floresta e a mate, trazendo seus pulmões e seu fígado para provar a morte. O caçador tem pena de Branca de Neve e a deixa fugir, levando pra rainha os órgãos de um javali. Então a rainha come os órgãos.

     Enquanto isso, Branca de Neve acha a casa dos anões e em troca de lavar, passar, costurar, limpar e arrumar a casa, eles a deixam ficar.

     Ao descobrir que Branca de Neve ainda está viva, a rainha vai até a casa dos anões 3 vezes. Primeiro, ela leva um corpete de seda, e tenta matar a garota apertando o corpete bem forte. Não funciona, então ela volta com um pente envenado e tenta a matar penteando seus cabelos. Na terceira vez ela vai com a maçã envenenada.

     Dessa vez os sete anões chegaram tarde demais e nada fez a Branca de Neve acordar. Como sua aparência ainda era boa e ela tinha bochechas coradas, eles não tiveram coragem de a enterrar e fizeram uma cripta de vidro para ela.

    Um dia um príncipe viu a cripta com a princesa e quis comprá-la dos anões. Os anões se recusaram a vendê-la, mas acabaram dando para o príncipe com pena, pois ele pediu muito. O príncipe tinha empregados para carregarem a cripta, mas um deles tropeçou e caiu, derrubando o caixão de vidro. Com a queda, Branca de Neve cospiu o pedaço de maçã envenenada e voltou à vida.

    O príncipe e Branca de Neve planejam então uma festa de casamento e convidam a madrasta má (que não sabe que Branca é a noiva). Ela se arruma e quando se olha no espelho e pergunta, descobre que Branca está viva. Ela decide ir ao casamento mesmo assim e fica apavorada quando vê que a noiva realmente é Branca de Neve.

     Então, colocam um par de sapatos de ferro na brasa. Tiram da brasa e vestem na madrasta, a fazendo dançar até cair morta.”

Cinderela

 

     Cinderela é um conto bastante antigo, com versão grega antes de Cristo e registros na China nos anos 800. Acredita-se que é a história com mais versões, centenas! Em muitas delas, Cinderela foge de seu pai, que quer casar-se com a própria filha pois esta lhe lembra sua falecida esposa.

    Assim como A Bela Adormecida, as duas versões mais conhecidas da história foram de Charles Perrault e dos Irmãos Grimm. A versão que conhecemos e que a Disney usou tem mais a ver com a de Perrault, que possui uma fada madrinha que transforma uma abóbora em carruagem. Abaixo a versão dos irmãos Grimm.

     “Pai, mãe e filha eram uma família feliz até que a mãe ficou muito doente. Ela chamou a filha e disse-lhe para plantar uma árvore em seu túmulo, e sempre que precisasse de algo, fosse lá chacoalhar a árvore. Ela plantou e regou com suas lágrimas.

 Algum tempo depois o pai se casou com outra mulher, que já tinha duas filhas más que apelidaram a menina de Cinderela. A madrasta logo botou a menina para trabalhar como empregada.   Um dia, o rei anunciou 3 bailes e Cinderela foi obrigada a ajudar as irmãs a se arrumar para o primeiro baile. Ela não tinha vestido e tinha que separar lentilhas antes que as irmãs voltassem. Depois que elas sairam para o baile, dois pássaros bateram na janela e se ofereceram pra ajudar Cinderela com as lentilhas.    No dia seguinte as irmãs contaram do baile para Cinderela (que tinha visto tudo da janela). E na mesma noite, teve outro baile. Dessa vez Cinderela não pôde ir pq teve que separar sementes. Os pássaros novamente a ajudaram.   Quando eles acabaram, os pássaros disseram pra ela ir ao túmulo da mãe, ela sacudiu a árvore e ganhou um esplêndido vestido prata com acessórios. Mas ela tinha que voltar antes da meia-noite. Ela voltou pra casa e encontrou uma carruagem com serventes e cavalos para levá-la ao baile.

      Assim que dançou com ela o príncipe percebeu que ela seria sua esposa. Antes da meia-noite ela voltou para casa.

     No dia seguinte as irmãs más contaram sobre a misteriosa princesa que dançou com o príncipe. E na mesma noite haveria o 3º baile. Cinderela teve que ficar separando ervilhas e novamente os pássaros a ajudaram e ela chacoalhou a árvore de sua mãe.

      Dessa vez, Cinderela ganhou um vestido dourado com pedras preciosas e sapatilhas feitas de ouro. O príncipe já a esperava na escadaria e dessa vez fez muitas perguntas à seu respeito.

Cinderela quase perdeu o horário e teve que sair correndo, perdeu um dos sapatinhos e ainda perdeu a carona, ficando no meio da rua com suas roupas velhas     O príncipe não a viu, mas encontrou seu sapatinho de ouro e proclamou que se casaria com a pessoa cujo pé coubesse nele.   Chegou a vez das irmãs experimentarem. A madrasta as chamou e disse que se o sapatinho não coubesse, elas deveriam usar uma faca e cortar um pedaço de seus pés. A irmã mais velha experimentou e não serviu, então cortou seu calcanhar e o sapatinho serviu. O príncipe já estava levando ela para o castelo quando os pássaros amigos de Cinderela cantaram dizendo que tinha sangue no sapato. O príncipe viu e levou a impostora para casa. Então a segunda irmã experimentou os sapatos e precisou cortar os dedinhos para servir. Novamente o príncipe estava levando ela pro castelo e os pássaros deduraram o sangue.    O príncipe voltou para a casa e perguntou se havia outra garota. A madrasta não queria, mas ele a fez chamar Cinderela. O sapatinho serviu e ele reconheceu sua noiva. Eles vão se casar e quando as irmãs vão para assistir, os pássaros bicam seus olhos e elas ficam cegas.”

A Pequena Sereia

 

     O conto é de 1837 e autoria de Hans Christian Andersen. A Disney usou essa versão, mas trocou o final trágico por outro feliz…

      “A pequena sereia possuia 5 lindas irmãs mais velhas, filhas do Rei do Mares. Quem cuidava das 6 meninas era a avó. E quando elas completavam 15 anos ganhavam a permissão de ir à superfície.

     Na sua ida à superfície, a pequena sereia se apaixona por um príncipe de um navio (e o salva qdo o navio afunda). Ela vai atrás da bruxa do mar para ganhar pernas, mas sob algumas condições: ela perderá a voz, a cada passo sentirá dor como se pisasse em facas e por fim, se o príncipe não se casar com ela, ela estará condenada a virar espuma do mar.

     Depois da transformação ela se aproxima do príncipe e ele passa a amar, mas como se ama uma criança e não uma esposa.

    Algum tempo depois, um casamento é arranjado entre o príncipe e uma princesa de um reino próximo. Ele confunde a princesa com sua salvadora e fica noivo dela.

    No dia antes do casamento, as irmãs da sereia aparecem. Elas deram seus cabelos para a bruxa em troca de uma faca, que se cravada no coração do príncipe, dará a chance de a pequena sereia continuar viva e voltar a ser sereia como antes. Mas a pequena sereia não tem coragem de realizar tal ato e acaba virando espuma do mar.”

A Bela e A Fera

 

     A história de Andrew Lang de 1889 se difere bem pouco da história que nós conhecemos. Nela, não há objetos mágicos nem inimigo da Fera. Em uma outra versão, a Fera é descrita como alguém que se parece com uma cobra.

    “Nessa história o mercador tem outras duas filhas interesseiras e três filhos além de Bela. Qdo o mercador viaja, elas pedem coisas caras e Bela pede apenas uma rosa vermelha. No meio da jornada o mercador encontra um castelo, lá dentro ele tem tudo que precisa, como comida e lareira pra se aquecer. Mas quando vai embora, rouba uma rosa para sua filha. Então a Fera aparece e fica furiosa e diz que só o perdoa se ele lhe trouxer uma de suas filhas.

     O mercador volta para casa e Bela é a filha que se oferece para ficar com Fera. Chega no castelo pensando que vai ser devorada mas ele a trata como uma princesa. Além disso, Fera deixa o mercador encher dois baús com riquezas e levar para sua casa.

     Toda noite a Fera pede Bela em casamento e ela recusa. Um dia Bela pede para ir visitar seu pai, pois está preocupada e com saudade. A Fera deixa, mas a Bela deve voltar em dois meses, do contrário a Fera morrerá.

    Um dia Bela sonha com a Fera morrendo e se assusta e resolve voltar na mesma hora. Quando chega no castelo a Fera está realmente morrendo e Bela percebe o quanto o ama e diz. Então ele acorda e a pede novamente em casamento. Qdo ela aceita, ele se transforma em um lindo príncipe.”

Chapeuzinho Vermelho 

 

     Na versão de 1889 de Charles Perrault, o conto termina com o lobo comendo Chapeuzinho. Não há caçador pra ajudar.

    Já na versão de 1884, dos Irmãos Grimm, o caçador vai à casa da vovó, vê o lobo dormindo e então usa uma tesoura para abrir a barriga dele e tirar as duas de dentro. Antes que o lobo acorde, a Chapeuzinho enche sua barriga com pedras pesadas. Assim que ele acorda, tenta correr e não consegue por causa do peso, então, cai morto.

Penulis : Nanda Soares ~ Sebuah blog yang menyediakan berbagai macam informasi

Artikel A verdadeira história dos Contos de Fadas ini dipublish oleh Nanda Soares pada hari sexta-feira, 30 de abril de 2010. Semoga artikel ini dapat bermanfaat.Terimakasih atas kunjungan Anda silahkan tinggalkan komentar.sudah ada 1comentários: di postingan A verdadeira história dos Contos de Fadas

 

 

 

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